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1° Seminário Conectando Famílias e Educadores promove o Curso Abacada em Goiânia

O auditório da Associação Goiana do Ministério Público recebeu, no dia 8 de novembro, o primeiro Seminário Conectando Famílias e Educadores, promovido pelo Espaço Múltiplos Art & Plural. O evento reuniu profissionais da educação, terapeutas, familiares e estudantes para dialogar sobre os desafios e as possibilidades da alfabetização de crianças atípicas, apresentando o método Abacada como uma ferramenta eficaz e humanizada nesse processo. A programação contou com a presença da professora Cláudia Mara, idealizadora do método, da pedagoga e empresária Thaís Batista, do coordenador pedagógico Márcio Rodrigo Delfim, da neuropsicopedagoga Paula Montalvão e da fonoaudióloga Ludmila Pedroza. O encontro teve apoio do Happy Day Ateliê, da Associação Goiana do Ministério Público e do Anexo Blue.


Durante o seminário, Cláudia Mara destacou o papel da escola na construção de uma rede de apoio para uma aprendizagem significativa. Segundo ela, a instituição tem a função de socializar, mas também de ensinar, ler e escrever, e quando compreende que precisa considerar as necessidades de aprendizagem de cada estudante, tudo flui de forma mais leve. “A aprendizagem acontece mais rápido quando escola, família e terapeutas caminham juntos. Aprender precisa ser alegria, não sofrimento”, afirmou. A professora, que veio de Curitiba especialmente para o evento, também destacou a importância de se discutir metodologias acessíveis e eficazes. “Estou muito feliz porque as pessoas estão buscando meios de alfabetizar crianças com deficiência intelectual, autismo ou síndrome de Down. O Abacada veio mostrar esse caminho para chegar ao lugar chamado alfabetização”, disse.


O seminário contou ainda com uma roda de conversa repleta de trocas entre os participantes. A fonoaudióloga Ludmila Pedroza relatou como o método Abacada transformou sua prática clínica. “Comecei a buscar formas de trabalhar não só a linguagem oral, mas também a escrita. O Abacada me encantou. Ele permite que a gente trabalhe a consciência fonológica de maneira concreta e divertida. Os resultados que tenho visto com meus pacientes são surpreendentes”, contou. Já o coordenador pedagógico Márcio Rodrigo Delfim compartilhou sua experiência pessoal com o filho, que tem Síndrome de Down, e falou sobre os desafios de encontrar escolas que realmente assumam o compromisso pedagógico com a inclusão. “Muitas escolas ainda se limitam à inclusão social. É preciso ir além. A escola deve se preocupar com as questões pedagógicas e garantir que o aluno aprenda. Encontrar uma instituição disposta a fazer isso foi um desafio enorme, mas é o que faz toda diferença”, destacou.


A neuropsicopedagoga Paula Montalvão acrescentou à discussão a importância das adaptações escolares. Para ela, adaptar não é refazer tudo do zero, mas reorganizar o ambiente e as práticas para acolher o aluno de acordo com suas particularidades. “Às vezes, um detalhe como a iluminação, o cheiro da sala ou o tom de voz do professor faz toda a diferença na forma como a criança se conecta com o aprendizado”, pontuou.


Thaís Batista, pedagoga e professora há mais de 30 anos, enfatizou que o diálogo entre os educadores é essencial para o fortalecimento das práticas inclusivas. “Os professores precisam conversar entre si, trocar percepções sobre as turmas, sobre os alunos. Há informações que são fundamentais para acolher e ensinar melhor. Escutar e refletir sobre a prática docente é um ato de cuidado”, disse.


Entre os participantes do evento estava também a professora Daniele Bueno, que compartilhou sua experiência e destacou a relevância do método para a prática pedagógica. “Participei do seminário e aprendi muito. O método Abacada é eficiente, tem evidência científica e faz a diferença tanto com alunos típicos quanto atípicos. Como pedagoga e psicopedagoga, recomendo que todo profissional da educação conheça essa metodologia”, afirmou.


O clima do evento foi de entusiasmo, emoção e troca. Dinâmicas conduzidas por Cláudia Mara aproximaram o público dos conceitos apresentados, e a interação entre plateia e palestrantes reforçou o propósito central do seminário: fortalecer o diálogo entre famílias e educadores, reafirmando que ensinar e aprender são processos coletivos e contínuos. O Seminário Conectando Famílias e Educadores cumpriu sua missão de inspirar práticas pedagógicas mais humanas, inclusivas e intencionais, mostrando que a alfabetização é um caminho que se constrói com afeto, ciência e colaboração.


Créditos: Ana Beatriz Milhomem

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